Discurso da vereadora Pastora Márcia Teixeira
Senhores membros da Mesa Diretora desta solenidade, cumprimentando o excelentíssimo senhor Coronel David cumprimento a todos os oficiais presentes a esta solenidade e aos demais membros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e demais corporações aqui representadas.
O grande rei Davi, que não foi só rei, mas também combatente e comandante de guerra expressa uma das maiores verdades para os dias atuais: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (salmos 127:1).
Certamente a esmagadora maioria dos presentes nesta sessão sonhou, sonha e sonhará por uma cidade segura e de paz. Todavia esta segurança e esta paz, sonhos de todos nós, não são e nem serão uma utopia, pois o sonho real só é possível se juntarmos a capacidade humana com a vontade daquele que há de julgar todas as nossas ações: o Deus único, soberano e verdadeiro; Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O Davi que falamos é o Davi histórico, o poeta, o rei, o guerreiro, o pecador, mas o homem segundo o coração de Deus porque apesar dos seus erros sempre se colocou à disposição de Deus.
Mas o David que homenageamos nesta noite não tem uma função menor do que as exercidas pelo grande rei Davi. A sua história se mescla com a história da própria Polícia Militar. Homem de estratégia e planejamento, visionário, dedicado e talhado para a importante função estratégica de Comandante do Estado Maior Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Como o nosso Davi histórico, o coronel David certamente abate um gigante todos os dias, principalmente numa cidade ou estado como o nosso que vivem sob ameaça dos Golias da insegurança. O nosso Davi histórico, para fugir da implacável perseguição de um rei perverso, precisou refugiar-se na escuridão de uma caverna, a conhecida Caverna de Adulão; e quantas são as cavernas que o coronel David precisa se refugiar para meditar nas artimanhas do rei perverso chamado insegurança? Já que todos os dias reis como Saul, o implacável perseguidor de Davi, o rei histórico, se levantam tentando nos acuar.
O Davi histórico era segundo o coração de Deus porque parava, reconhecia os seus erros e acreditava que ele sem Deus não era ninguém ao ponto de fazer esta declaração de que sem os olhos de Deus a cidade mesmo vigiada seria presa fácil para os inimigos.
Coronel David, certamente os seus pais tiveram motivos para cunhar este nome na sua certidão e jamais imaginaram que como o rei histórico vossa excelência se tornaria um comandante e um guerreiro.
O seu momento singular – já que ninguém é capaz de penetrar na intimidade do coração de um homem – é certamente aquele que vossa excelência deve ter com Deus para expressar, com choro e gemido de comandante, a preocupação com todos que sob o seu comando vão para os frontes de batalha. Davi, o nosso rei histórico, viveu com as mesmas aflições de vossa excelência, quer matando gigantes, quer se refugiando na caverna e, às vezes, não logrando êxito, mas jamais perdeu a esperança de que Deus estava no controle e isto era o ponto de inflexão para que se aproximasse mais e mais de Deus. Assim sendo, faça vossa excelência do seu xará, o histórico rei Davi, a mesma referência para a sua vida: o homem segundo o coração de Deus.
Que Deus abençoe a todos muitíssimo
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